Exposição virtual do Arquivo Nacional - Imagens da mulher brasileira

Exposição virtual do Arquivo Nacional - Imagens da mulher brasileira
Trabalho

domingo, 5 de dezembro de 2010

Da Curiosidade Mórbida

 
O que fazem essas multidões em volta das lonas pretas?
Por acaso nunca se depararam com o espelho,
Que alivio
minha curiosidade mórbida com o tempo foi sufocada pelo medo da morte.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Entendo

                           
   Que em relacionamentos em que não sabemos se saímos perdendo ou ganhando preferimos alimentar os monstrinhos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Na década da discoteca delegado proíbe o beijo em público.

-->




-->

“Como é triste o nu que ninguém pediu, que ninguém quer ver, que  não espanta ninguém. O biquíni vai comprar grapete e o crioulo da carrocinha tem o maior tédio visual pela plástica nada misteriosa. E ai começa a expiação da nudez sem amor, a inconsolável solidão da mulher”
                                                                                                  Nelson Rodrigues 68

 A revolução Sexual chegou e deixou  não só as velhinhas de cabelos em pé,  como o cronista Nelson Rodrigues, Segundo ele o amor depois de Freud  virou doença, o marido não era o primeiro a saber como  sabia “antes do pecado”  e com um biquíni poderia se confeccionar apenas três fios dentais.
Anos 70, efervescente, sobre influencia das idéias do amor livre da contra cultura, ano do movimento hippie, das lutas armadas, esse mesmo ano em que os enamorados da cidade de Sertãozinho foram proibidos de atos libidinosos em público, para garantir a moral e os bons costumes.
Anos 70 dois anos antes do 1968 tão conhecido na História do Brasil  como o ano que não terminou, ano do AI 5,  da repressão, não seria surpresa que um delegado proibisse as bitocas em publico?
Em contrapartida o 1968 nos apresentou a revolução sexual, o questionamento dos valores que davam sustentação ao casamento burguês tais como a monogamia, a fidelidade, o ciúme, a virgindade sem falar no advento da pílula anticoncepcional .
Falando em advento da pílula anticoncepcional,  não posso deixar de escrever que esse processo foi mais complicado do que parece, pois houve a resistência que ia do temor dos efeitos colaterais até o preconceito, que via a pílula como instrumento de promoção da promiscuidade.
Um fato curioso, aconteceu após o desmantelamento e as prisões de mais de 700 lideres estudantis no 30º Congresso da UNE, foi à exibição, pelas forças militares, de caixas de pílulas anticoncepcionais apreendidas como  prova de que as moças tinham ido ao encontro para algo mais do que discutir  questões estudantis.
-->
 Pra muitos a geração Woodstock ou geração 68 foi utópica e influenciada pelo uso de drogas, mas ninguém pode negar que os movimentos do final dos anos 60 foram não só sexuais com sociais voltados a liberdade de minorias  Enfim após ler essa noticia no jornal O Debate09/05/70 não resisti sem “dar pitaco” sobre o assunto.


Fontes:
Jornal O Debate 09/05/1970
1968 O ano que não terminou – Zuenir Ventura

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dica de vídeo :Tiros em Columbine

 
               
                                            i love my gun, i love my gun hsahshashahsahs                     

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"laissez faire, laissez aller, laissez passer"




“Crescimento”,” progresso”, “ todos tem oportunidades mas alguns não tem a ética do trabalho” “o trabalho dignifica o homem”, “estudar para ser alguém na vida”, como se não fossemos sujeitos, como se não fossemos alguém, crescemos sendo condicionados a repetir essas ladainhas.
        A ideia de que o individuo se faz por si mesmo, do livre mercado, e da liberdade, nasceu no mesmo berço que dividiu os homens entre: homens de posições superiores motivados pela ambição, liberados dos mecanismos de controle e coerção da sociedade, e homens incuravelmente preguiçosos esses trabalhariam, tento as privações como sua maior motivação.
Animais dotados de consciência de si mesmos desconsideram o fato da servidão latino americana, desconsideram a colonização e seu moinho de gastar gentes, desconsideram que a liberdade formal não significa nada sem a igualdade de oportunidades. O grande desafio é entender como essas ideologias estão arraigadas em nossa sociedade.
Essas ideias remetem à harmonia social de Adam Smith, um mercado livre, uma sociedade contente, que acredita em coelhinhos florezinhas e jardins, um estado que não inervem na economia, para a livre exploração de todo e qualquer cidadão, que se propõe a praticamente prostituir seu corpo.
        A pergunta que fica é, o que seria de certas pessoas sem essa ladainha alienadora para repetir? De que viveriam? Qual seria tua motivação pobre gurizinho criado no interior do Rio grande do Sul que trabalha a semana toda vendendo Coca-Cola na multinacional, que como todos nós, usa dez por cento de sua cabeça animal e ainda acha que está contribuindo com sua parte para o quadro social.
Até quando guri ? Tu vai se alimenta do sonho americano?








quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sabe aquelas perguntinhas que você ensaia e escreve em bilhetes para depois dar risada com seus amigos, sim, elas que estão em vários sites para fazer a alegria das crianças grandes espalhadas pelo mundo.

Perolas do dia :
Como o Batman abre a porta de sua bat-caverna?Ele bat-palmas
O que o passarinho falou para passarinha ?Quer danoninho?
O que é um pontinho amarelo tomando sol ? É um fandangos pegando um bronze para virar baconzitos
O que um cromossomo disse ao outro ? Cromossomos bonitos

Obs.Bilhete de bolso recebe contribuições de colaboradores que desejam permanecer com suas identidades ocultas.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Utopia



Uma sociedade em que pessoas singulares e individuais não são chamadas de burras e reacionárias, sem trustes nem cartéis, onde universidades não fabricam mão-de-obra para o mercado, e universitários tenham perspectivas, onde a cultura é um direito garantido, a esperança não se confunde com otimismo, e os desiguais não são tratados de forma igual apenas para reproduzir a desigualdade.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

“Gastamos milhares de índios carregando pau-brasil, depois importamos milhões de africanos para produzir açúcar e adoçar a boca de europeu sempre ouve projeto pra gastar o povo brasileiro para usar o povo brasileiro.”
Darcy Ribeiro